A sondagem de Opinião do Lojista, realizada pela Fecomércio, detectou que 72% dos entrevistados realizaram vendas iguais ou melhores em setembro, comparativamente a agosto, número ligeiramente melhor do que os 70% apurados na sondagem de agosto. Isto confirma uma parcela significativa (28%) de empresários que foram frustrados em suas estimativas e, evidencia a heterogeneidade natural da atividade comercial. O mês de setembro não conta com datas comemorativas, e teve o feriado prolongado da independência que, neste ano, foi comemorado na segunda, o que prejudicou os negócios em um fim de semana. Mas isso não foi suficiente para comprometer o faturamento do mês. Segundo a economista da Fecomércio Minas, Silvânia Araújo, "o esforço de vendas dependeu exclusivamente do empresário, que ao longo do mês realizou promoções, com vistas a girar mais rápido os estoques e, assim, acompanhar a dinâmica da própria indústria, cada vez mais criativa e competitiva em todos os segmentos de bens de consumo", explica. Em agosto, todos os segmentos contabilizaram vendas melhores na comparação setembro/09 contra agosto/09, com destaque para os eletroeletrônicos, artigos esportivos, vestuário e calçados e artigos para viagem. A exceção coube ao grupo de Material Esportivo e CDs, DVDs e discos.
A Situação Financeira (saúde do fluxo de caixa) não apresentou surpresa para 73% dos entrevistados, que mantiveram a qualidade experimentada em agosto. Já para 22% foi melhor e, apenas 5% pior, número dentro da média da sondagem. Com relação ao faturamento, a análise comparativa entre os meses de setembro de 2008 e 2009 revela um quadro favorável, sendo que 50% repetiram o desempenho e 26% registraram vendas melhores, totalizando 76%. Na expectativa para o próximo mês, 45% acreditam que as vendas serão melhores. O número de empresários que acreditam que irão repetir o desempenho de vendas (51%) é significativo, o que demonstra caute45% acreditam que as vendas serão melhores la em relação ao futuro comportamento da demanda. O importante é que apenas 4% apostam em resultados piores. "É certo que o consumidor do último trimestre de 2009 não sofrerá contaminação de ambiente de crise, cujos agregados macroeconômicos vêm sinalizando que as adversidades foram superadas, com projeções do PIB apontando para aumento de 0,10% em 2009 e 4,80% em 2010. O ingrediente novo neste ano foi o sentimento de fim da crise financeira", completa a economista Silvânia Araújo.